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Artigos, Notícias › 01/03/2020

Viver a Quaresma: dom e compromisso

MENSAGEM DO ARCEBISPO DE NATAL, DOM JAIME VIEIRA ROCHA, PARA A QUARESMA:

Queridos irmãos e irmãs!

Na próxima semana, iniciaremos o tempo da Quaresma. Quarenta dias de preparação para a celebração da Páscoa do Senhor. Assim como Jesus passou 40 dias no deserto, experiencia de preparação para o início de sua missão pública, a Igreja nos convida a fazer a experiencia de conversão para que a nossa missão seja sempre envolvida pela força renovadora do Mistério Pascal de Jesus Cristo.

Quaresma é tempo favorável para a conversão, tempo de renovar nossa adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho da vida. Iniciando a Quaresma, na quarta-feira de Cinzas, a Igreja nos lembrará que somos feitos da terra, mas que temos em nós a Ruah de Deus, isto é, o seu sopro de vida (cf. Gn 2,7).

Durante os 40 dias desse tempo de penitência temos a graça de refletir sobre o que é a nossa vida, qual o sentido da vida, o que nos motiva a viver. Como membros da comunidade de Jesus, a Liturgia quaresmal nos levará a uma intensa experiência de retiro, isto é, de podermos fazer silêncio e escutar a voz de Deus que continua clamando: “Hoje, não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor” (Sl 94, Antífona). Eis o primeiro e fundamental modo de viver a Quaresma: “ouvir a voz do Senhor”. A sua é uma voz que esclarece nossas ideias, aponta o caminho certo e seguro, revela o sentido da vida e dá motivos para viver e ser no mundo imagem de Deus. Como escutar a voz do Senhor? A Quaresma nos dará, neste ano litúrgico, sinais importantes e indispensáveis para a nossa caminhada missionária.

No primeiro domingo da Quaresma a Liturgia nos apresentará as “tentações de Jesus”. São as mesmas que se colocam diante de nós e precisamos estar preparados para que a resposta seja como a de Jesus. Também nós somos tentados a buscar uma relação com Deus onde a facilidade de seu poder está a nosso serviço e nos deixa tranquilos. É a ele que devemos buscar, não os benefícios recebidos. Pois Ele é a própria graça, Ele é o benefício. Viver na escuta de sua Palavra é o caminho de realização de nossa vida (cf. Mt 4,4). Não podemos tentar o nosso Deus, quase como que tendo uma relação de brincadeira com Ele; Deus é sempre maior, a Ele nosso respeito e adoração (cf. Mt 4,7.10); já no segundo domingo, Jesus é transfigurado no monte. Era para lembrar aos discípulos que sua Palavra é vencedora e eles deveriam estar prontos. Nós também seremos transfigurados, mas precisamos passar pela Cruz, assim como aconteceu com o Mestre. No terceiro domingo, será São João a nos exortar a que busquemos a verdadeira água viva, que é Jesus. A samaritana é uma imagem da transformação da vida que acontece no encontro com Jesus. No quarto domingo, a alegria da luz em nossa vida, proporcionada por Jesus deve levar-nos a reconhecer: o Senhor é pastor que nos conduz (cf. Sl 22,1). E no quinto domingo, a proclamação de que Jesus é a vida, faz-nos sair da morte, como aconteceu com Lázaro, e crermos nele como Ressurreição e Vida.

É na fé em Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que somos convocados a viver a Quaresma como tempo de fraternidade, como abertura para irmos ao encontro do outro. Toda a Paixão de Jesus foi por causa dos homens e das mulheres. Nós também somos chamados a viver pelos outros. Por isso, Deus nos dá a graça de vivermos a Campanha da Fraternidade, como instrumento valioso que dá sentido à Quaresma: “viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. Que isso seja constante em nossa vida, pois, como Jesus, vemos a vida como “dom e compromisso”.

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