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Notícias › 11/05/2018

Igreja comemora 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

No próximo domingo, 13, Solenidade da Ascensão do Senhor, a Igreja comemora o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais. 

A data é a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II e tem como objetivo chamar a atenção para o vasto e complexo fenômeno dos modernos meios de comunicação social existentes nos dias atuais. 

O Papa Paulo VI foi o primeiro a comemorar o Dia Mundial das Comunicações, no dia 7 de Maio de 1967, instituindo-o com o Decreto Inter Mirifica. Desde então, o dia vem sendo celebrado em muitos países no domingo que antecede a Festa de Pentecostes. A mensagem do Papa para a ocasião é publicada, tradicionalmente, no dia 24 de janeiro, festa de São Francisco de Sales – padroeiro dos jornalistas.

Neste ano, a mensagem do Papa Francisco tem como tema “A verdade vos tornará livres” (Jo 8,32). Fake news e jornalismo de paz.

No texto, o Pontífice manifestou seu desejo de contribuir para a prevenção da difusão das falsas notícias, que chamam a atenção dos leitores, explorando emoções como ansiedade, desprezo ira e frustração. Ao serem compartilhadas, ganham visibilidade e causam danos irreversíveis. O Papa frisou ainda, em sua mensagem, a importância da redescoberta do valor da profissão jornalística e da responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade. 

Fake news

A coordenadora do curso de jornalismo da Faculdade Canção Nova, Prof.ª Me. Vanielle Barreiros da Silva, afirma que as fake news são feitas para confundir o “receptor”. Nem sempre são notícias falsas, mas que muitas vezes tendem a brincar, enviesar as informações que as pessoas recebem em casa:

“São notícias que podem às vezes ser meio falsas, que se apoderam de notícias verdadeiras para poder construir outra ação. A grande questão é que ela ganha uma repercussão muito fácil, sua multiplicação é rápida, via redes sociais, WhatsApp, que fazem com que essas informações ganhem visibilidade em poucos minutos.”

Para a jornalista, o grande malefício das fake news na sociedade é que ela gera descrença nos meios de comunicação. Por outro lado, grande parte da população aceita como verdadeira qualquer informação recebida. 

“Estudar, questionar, não ser pacífico o tempo inteiro frente às informações. É buscar entender, buscar todos os lados, não ser massa de manobra. Entendo que isso é muito próprio das pessoas que estão nas faculdades, muito próprio da nossa profissão de jornalista, mas é algo que deve ser dissipado e trabalhado em todas as pessoas. Essas informações muito rasas sempre devem ser desconfiadas.”

Compromisso com a Verdade

O Arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Dom Darci José Nicioli, comenta a mensagem do Papa Francisco sobre a data, afirmando que ela ajuda os cristãos a compreenderem a realidade das fake news e apontando um caminho de busca de superação da mentira que deturpa, corrompe e suja a comunicação.

Porém, para Dom Darci, na mensagem do Papa, ainda mais importante do que a exposição de como as fake news aparecem, é o apelo que o Papa faz pela renovação do compromisso cristão de buscar sempre a verdade:

“Essa é a essência da mensagem do Papa: a busca da verdade, sempre e em qualquer lugar. O cristão é aquele que não abre mão da verdade, não a negocia por preço algum. Mesmo que ao dizer a verdade venha o sofrimento, o cristão enfrenta e, com Cristo, supera e sai vitorioso.”

Dom Darci reforça que a Igreja pode colaborar com essa busca pela verdade recordando aos cristãos a conservação da atenção em tudo o que se pensa, se fala e se faz. 

“A Igreja nos lembra disso desde a formação para os sacramentos da iniciação à vida cristã. Adverte-nos sempre por meio do anúncio da Palavra de Deus e da celebração dos sacramentos que precisamos cultivar intimidade com Jesus Cristo, nosso Senhor, o caminho, a verdade a vida.”

Comunicadores da Verdade

Aos jornalistas, Papa Francisco, na mensagem deste ano, mostra que a Igreja colabora no combate às fake news estimulando a prática do jornalismo de boa qualidade, ou, como prefere dizer o Papa, o “jornalismo de paz”. Um jornalismo que é “feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz”.

Por Canção Nova

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